Comentários breves sobre a obra: A morte de Ivan Ilitch de Liev Tolstoi.
Imagem retirada das redes sociais.
Resolvi adentrar nesta modinha dos canais de youtube sobre a literatura russa e resolvi iniciá-la, com o clássico, A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstoi.
Já adianto aos amigos que, sim, há um alerta de spoiller e, quem não quiser, pule este texto.
O livro me impactou não pela morte do personagem, mas sobre como a forma que ele estava vivendo antes da doença. O livro traz reflexões sobre a aceitabilidade de nossa finitude; sobre falsidade nos relacionamentos sociais, principalmente, porque a maioria dos que estavam por perto pouco se importavam com a doença do personagem principal, exceto, o seu empregado, Gerassim, em que Ivan se sentia aliviado toda vez em que era cuidado por seu empregado, o que o fez facultativamente, pois assim esperava ser tratado quando estivesse a beira da morte, trazendo também uma bela reflexão sobre cuidados paliativos e sobre a seriedade, empatia e sensibilidade, inclusive, dos profissionais da saúde.
A forma como os seus colegas de trabalho o trataram no pós descobrimento da doença também é chocante, mas isto vai dar outra reflexão em outro futuro texto, mas ali é algo extremamente "normal" nas relações de trabalho. Infelizmente ou não, somos todos substituíveis, quer no serviço público, quer mais ainda no feroz mundo corporativo.
A morte iguala todos os homens; a dor obrigou Ivan a encará-la. Muitas vezes o alívio da dor não é o remédio em si, mas o alívio e a segurança das pessoas que nos amam!
Outro fator chocante no livro é que, Ivan, percebeu que seu status e poder conseguidos durante toda a sua "vida" não valiam de nada. Ivan não tinha saudade da sua "vida" antes da doença, exceto a infância.
A forma como Ivan viveu a vida abre o nosso olho para vivermos a vida buscando o transcedental e com mais aceitabilidade. Em suma, até agora fora o melhor livro lido neste fevereiro de 2025. Que possamos viver uma vida que valha a pena ser vivida!
Enfim, amigos, entrei um pouco na "modinha" e já me apaixonei pela literatura russa. Deixo aqui a indicação e espero que gostem.
Já adianto aos amigos que, sim, há um alerta de spoiller e, quem não quiser, pule este texto.
O livro me impactou não pela morte do personagem, mas sobre como a forma que ele estava vivendo antes da doença. O livro traz reflexões sobre a aceitabilidade de nossa finitude; sobre falsidade nos relacionamentos sociais, principalmente, porque a maioria dos que estavam por perto pouco se importavam com a doença do personagem principal, exceto, o seu empregado, Gerassim, em que Ivan se sentia aliviado toda vez em que era cuidado por seu empregado, o que o fez facultativamente, pois assim esperava ser tratado quando estivesse a beira da morte, trazendo também uma bela reflexão sobre cuidados paliativos e sobre a seriedade, empatia e sensibilidade, inclusive, dos profissionais da saúde.
A forma como os seus colegas de trabalho o trataram no pós descobrimento da doença também é chocante, mas isto vai dar outra reflexão em outro futuro texto, mas ali é algo extremamente "normal" nas relações de trabalho. Infelizmente ou não, somos todos substituíveis, quer no serviço público, quer mais ainda no feroz mundo corporativo.
A morte iguala todos os homens; a dor obrigou Ivan a encará-la. Muitas vezes o alívio da dor não é o remédio em si, mas o alívio e a segurança das pessoas que nos amam!
Outro fator chocante no livro é que, Ivan, percebeu que seu status e poder conseguidos durante toda a sua "vida" não valiam de nada. Ivan não tinha saudade da sua "vida" antes da doença, exceto a infância.
A forma como Ivan viveu a vida abre o nosso olho para vivermos a vida buscando o transcedental e com mais aceitabilidade. Em suma, até agora fora o melhor livro lido neste fevereiro de 2025. Que possamos viver uma vida que valha a pena ser vivida!
Enfim, amigos, entrei um pouco na "modinha" e já me apaixonei pela literatura russa. Deixo aqui a indicação e espero que gostem.
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