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Por mais terras que eu percorra. Lewis e devaneios teológicos.

Se eu falar para você, que você sente uma insatisfação com este mundo e que sente saudade de um lugar que nunca pisou, você me acharia louco, não é, caro leitor? Mas você sente. Talvez ainda não tenha percebido, mas sente. O título é provocativo. Vou fazer um paralelo com a música dos soldados brasileiros, expedicionários, que foram lutar na segunda guerra mundial. (Clique aqui )  "Por mais terras que eu percorra não permita Deus que eu morra sem que eu volte para lá" é uma poesia feita para os "pracinhas" que foram na segunda guerra lutar contra os nazistas.  Os nobres soldados com certeza sentiam saudade da sua terra natal. Lutaram nas batalhas de "Montese" e "Monte Castelo" e infelizmente poucos voltaram. Em outros textos, talvez eu foque mais nos detalhes do envio dos nossos expedicionários para a guerra, mas por ora, voltando para a saudade de um lugar que ainda não pisamos. Sentir saudade de onde nasceu e saudade do nosso Brasil, mesmo co...

Comentários breves sobre a obra: A morte de Ivan Ilitch de Liev Tolstoi.

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Imagem retirada das redes sociais. Resolvi adentrar nesta modinha dos canais de youtube sobre a literatura russa e resolvi iniciá-la, com o clássico, A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstoi. Já adianto aos amigos que, sim, há um alerta de spoiller e, quem não quiser, pule este texto. O livro me impactou não pela morte do personagem, mas sobre como a forma que ele estava vivendo antes da doença. O livro  traz reflexões sobre a aceitabilidade de nossa finitude; sobre falsidade nos relacionamentos sociais, principalmente, porque a maioria dos que estavam por perto pouco se importavam com a doença do personagem principal, exceto, o seu empregado, Gerassim, em que Ivan se sentia aliviado toda vez em que era cuidado por seu empregado, o que o fez facultativamente, pois assim esperava ser tratado quando estivesse a beira da morte, trazendo também uma bela reflexão sobre cuidados paliativos e sobre a seriedade, empatia e sensibilidade, inclusive, dos profissionais da saúde. ...

Por que temos que performar?

Já pararam para pensar que nossos avós não ficavam o tempo todo mexendo no celular? Por que temos que viver uma vida de performance? Por que temos que viver para postar? Já ouviram dizer que se você estiver invisível no mundo digital sua profissão será um fracasso? Por que temos que postar nossa família como um produto? Viagens, filhos? Quem inventou que nós temos que performar o tempo inteiro? Quem já não se rendeu a esse fenômeno nas redes sociais? Este subscritor admite que já, mas que acordou desta matrix para usar as redes sociais de forma mais sábia. Por que a bela arte é substituída pela dança do tik tok? Será que é verdade que os criadores do tik tok não permitem que seus filhos o usem? Será que  vivemos na "civilização do espetáculo", conforme bem ilustrou o autor, Mário Vargas Llosa? Será que tudo isso é cíclico? Talvez os antepassados, se tivessem celulares, iriam postar os martírios e as mortes das lutas com os gladiadores ou isso é algo novo agravado pela tecnolo...